ALEXANDRIA
Se outrora vivi em Alexandria
Fui tudo
Mas ardi.
Sou ar e contento as libelinhas
Com brisas leves,
Pouso nos nenúfares a tranquilidade
E deslizo pelas veredas como um duende.
Fui tudo em demanda e o olhar nunca se cansou
Nem se cansa a fonte de ser cristalina
Profunda
Sedenta
Única como a alma do Criador
Donde brota
E reencontra em cada gota
O universo único
multiplicado até ao infinito
Em cada espírito.
O puzzle de infinitos começa em cada pensamento
E nunca mais acaba.
Fui tudo
Mas ardi.
Sou ar e contento as libelinhas
Com brisas leves,
Pouso nos nenúfares a tranquilidade
E deslizo pelas veredas como um duende.
Fui tudo em demanda e o olhar nunca se cansou
Nem se cansa a fonte de ser cristalina
Profunda
Sedenta
Única como a alma do Criador
Donde brota
E reencontra em cada gota
O universo único
multiplicado até ao infinito
Em cada espírito.
O puzzle de infinitos começa em cada pensamento
E nunca mais acaba.
Dizes que sou uma estrela azul.
Será que não sabes que há milhões de estrelas azuis
Em cada galáxia
E que o azul não é só a serenidade
Mas também a febre?
Mas se sou estrela
Também sou os mil planetas
Que fazem órbita à minha volta
E de todas as outras estrelas.
Os planetas são as minhas raízes de papel;
Procuram-me a mim
Enquanto eu, incessantemente,
Me/te procuro,
me/te perco,
me/te encontro neles
Incessantemente…
Será que não sabes que há milhões de estrelas azuis
Em cada galáxia
E que o azul não é só a serenidade
Mas também a febre?
Mas se sou estrela
Também sou os mil planetas
Que fazem órbita à minha volta
E de todas as outras estrelas.
Os planetas são as minhas raízes de papel;
Procuram-me a mim
Enquanto eu, incessantemente,
Me/te procuro,
me/te perco,
me/te encontro neles
Incessantemente…
Suy / São Ludovino, 16/6/1989 –
11:45 p.m.
Light Traveling, photography by São Ludovino.
Sem comentários:
Enviar um comentário