Âncora
Passam ao largo
Leves e velozes
Desaparecem como aparecem
Sem aviso, sem contorno definido
Nenhuma mão lhes pode tocar.
Só os olhos navegam
Nos barcos que atravessam a neblina
E todos os barcos que passam ou se adivinham
São a alma que toca a distância e se reparte
Sem jamais levantar a âncora, os pés, as asas
Da linha invisível que une o corpo e a alma
Este é o porto
Este é o refúgio
A viagem infindável…
São
Ludovino, 5/9/2023
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