OS QUE ENGANAM
São tantos
Não se podem contarVê-se o golpe mas não o punhal
Confundem-se com a dignidade da tribuna
Escondem-se quando se mostram nalgum pedestal
Lançam cópias da utopia sobre as cabeças dos aflitos
E recolhem assinaturas anónimas
Pregam slogans sagrados
Aos descrentes esfarrapados
Erguem os muros cintilantes com miragens
Sorvem o suor como álcool redentor
E esquecem num ápice
A promessa de lealdade aos que, leais
Lhes sucumbiram exangues sob o punho de ferro.
São Ludovino, 19/3/2025
Self-defence I, photography by São Ludovino.
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