EUREKA!
O centro é aqui!
Dizia um, convicto de que era o único
Sem ouvir o outro e o outro e outro
Que dizia igualmente convicto
O fulcro é aqui, exactamente sob os meus pés
E em meu redor, aqui começa o horizonte
É sobre este ponto que rodopia a terra
As galáxias e os meus pensamentos.
Ou ainda aquele outro que desenhava já no chão um círculo
Que abrangia toda a sua sombra e uns quantos raios de sol.
Logo adiante, outro garantia que era ali o centro
Um pequeno centro onde cabia um desenho do coração
O próprio coração e tudo o que ele contém.
As árvores, cada uma no seu centro, sorriam
Ondulando os ramos e a folhagem em todas as direcções
Sabendo que o centro de cada uma é o centro de tudo
Sabendo que cada centro é único
E contém todos os outros.
Sabendo que o centro de cada uma
É um ponto no centro universal
Que está em toda a parte
E em todas as almas de boa vontade.
Sabendo que cada um faz o seu centro
Cria as suas raízes e os seus caminhos.
Sabendo que nem todos os centros são bons
Sabendo que alguns devoram os outros
E outros criam apenas visão e harmonia.
Sabendo que cada centro contém uma história
Em construção contínua e aquele que o pensa
E se pensa nele é o seu principal autor.
O primeiro move-se
Levando consigo o seu centro
E já noutro local, repete
É aqui, aqui, exactamente aqui!
O centro é aqui!
E descobre também o horizonte
O eixo da terra, a espiral das galáxias
E a nascente dos seus pensamentos.
E eu acredito
Porque também levo o meu centro viajante completo
Por aí, abarcando o que pode abarcar
Mas só levo nele o que vale a pena perdurar
Levo a luz, que é o centro do centro.
Tudo o resto se perde pelo caminho
Para que o caminho possa continuar…
São Ludovino, 21/12/2025

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