SINESTESIA (IN)VOLUNTÁRIA
O som da voz soava e ficava inscrito no futuro
Vinha com bandos de sons novos em cada dia
Vinha com o som da chuva e do vento
O marulhar das folhas das árvores
O troar dissonante dos motores nas ruas
A conversa do sol, da lua, do dia a nascer
Do ventre com o fruto
Do afago amoroso suspenso no tempo.
E o som tinha cor e tinha cheiro
E textura desconhecida
E tudo ficou impresso
Nas canções futuras
E na vontade de reencontrar
A primeira impressão digital da vida…
São Ludovino, 25/4/2025
Hope Nest by ©Susan Wallis, 2020.

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