O BOLSO
Se ergueres o braço
Com muito cuidado
Com toda a atenção
Tocas no céu e és o céu.
Podes guardá-lo no bolso
Já que não te podes guardar a ti
Inteiro, com tudo o que conténs
E tudo o que te rodeia.
Amanhã o céu continuará
Fiel no seu lugar
E o teu braço voltará a tocá-lo
E voltas a guardá-lo já outro
Como és outro tu mesmo.
Nunca te guardes sozinho
Nesse teu bolso onde cabe o céu
E até o rodopio do tempo.
Se não guardares o tempo
O céu desfaz-se
Some-se no fundo desse teu bolso…
São Ludovino, 28/11/2025

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